terça-feira, 8 de março de 2011



De cara lavada, despida de máscaras, assim sou eu.

Peito aberto, alma livre, eu sou um sonho que tem pernas e anda de trem...

Eu posso fazer uma torre de cartas, com a delicadeza que isso exige

Ou derrubar a porta, quando esqueço as chaves.

Eu sei trocar o gás, e consertar o controle da tv quando as crianças atiram no chão.

Eu posso passar horas conversando com o sapateiro da sé,

e fazer um amigo enquanto aguardo a senha no pronto socorro.

Eu posso nem descansar depois de um dia de trabalho porque o bebe ficou doente,

e não dormir pra não perder a hora do remédio,

E ainda assim ir para o trabalho feliz no outro dia bem cedo.

Mas não consigo andar de saltos, ou conviver com gente egoísta

Eu tenho horror a individualidade e ao preconceito dos dias de hoje.

Não gosto de fones de ouvido porque ja quase não se faz amizades no ônibus.

Eu acho que leis existem pra serem cumpridas, sem exceção

Eu gosto de olhar no olho, e segurar a mão...

Eu posso ficar em silêncio e ainda assim dizer tanta coisa...

Estou sempre no meio dos protestos, quando acredito na causa.

E brigo quanto a injustiça.

Eu quando amo é pra valer, digo isso muitas vezes e abraço bem forte.

Não sinto ódio, de nada e ninguém, sou indiferente,

Eu nem enxergo o que não gosto

Não me prendo a tendências , ou opiniões

Não me importa o que falam ou como me olham

O importante é estar confortável em todos os sentidos.

Deixa que julguem “boba” ou que me vejam frágil.

Eu sou ainda maior que muita imaginação!

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